sexta-feira, 9 de abril de 2010

O Picapau Amarelo
O Picapau Amarelo teve uma segunda edição em 1939. Nele Lobato narra as
aventuras dos personagens do Sítio do Picapau Amarelo quando lá se
instalam os personagens do mundo da fábula. De forma exemplar, este
livro mistura, na mitologia brasileira do sítio, personagens das mais
variadas origens fantásticas: de personagens da mitologia grega como a
Medusa e Netuno ao literário Dom Quixote e ao moderníssimo Capitão
Gancho, passando pela tradição do conto de fadas com Cinderela e o
Pequeno-Polegar e pelo oriental Codadade das Mil-e-Uma-Noites.
Memórias da Emília:
em 1936, Memórias da Emília é um dos livros que mais diretamente
abordam questões relativas à escrita; as memórias da Emília são
escritas pelo Visconde de Sabugosa, revistas e corrigidas pela boneca.
O livro, em última análise, discute os limites da realidade e da
ficção, da história e do romance.
Quanto
a seu enredo, narra alguns episódios relativos à permanência do anjinho
Flor-das-Alturas no Sítio do Pica-pau Amarelo: as visitas das crianças
inglesas, a fuga do anjinho de volta à Via Láctea, a hipotética viagem
de Emília com o anjinho e o Visconde à Hollywood de Shilrey Temple.
Mas, mais do que isso, o livro narra-se a si mesmo, isto é, narra o
processo de escritas das Memórias.
Tanto
na visita das crianças inglesas, que trazem de contrapeso Popeye e o
Capitão Gancho, como na permanência de Emília em Hollywood, ilustra-se
magnificamente a expansão do universo fantástico de Lobato, que
incorpora elementos de outras mitologias, de outros mundos fantásticos,
podendo mesmo ser visto como uma “colagem”, tão ao gosto modernista.
O Saci:
Publicado
pela primeira vez em 1921, O Saci, então um livrinho de 38 páginas, é
um dos livros de Lobato que mais direta e ostensivamente incorpora
elementos da cultura brasileira.
Seguindo
conselhos de tio Barnabé, Pedrinho prende um saci numa garrafa e,
através dele, é iniciado nos mistérios dos personagens folclóricos da
mata brasileira. Posteriormente, a ajuda do saci é decisiva na
libertação de Narizinho, capturada pelo Cuca. A história, conduzida
linearmente, tem um forte lastro didático: várias conversas entre
Pedrinho e o Saci funcionam como debates sobre assuntos relativos à
superioridade do homem no reino da Natureza.
Caçadas de Pedrinho:
Publicado
inicialmente em 1933 pela Cia. Editora Nacional, este livro é o
desenvolvimento de A Caçada da Onça, editado pela primeira vez em 1924
pela Editora Monteiro Lobato.
Em
sua versão definitiva, o livro constitui-se de duas histórias: na
primeira, a captura de uma onça provoca a invasão do sítio por onças,
jaguatiricas, iraras e cachorros do mato. Os personagens conseguem
escapar graças a uma idéia da Emília: pernas-de-pau e granada de vespas.
A segunda história narra a chegada ao sítio do rinoceronte Quindim, fugido de um circo.
Narra
também as tentativas de captura do animal, por parte de forças do
governo, e não deixa dúvida quanto a visão crítica de Lobato em relação
à (in)eficiência da burocracia estatal.
A Chave do Tamanho:
Publicada
em 1942, esta obra pode ser considerada como uma alegoria: pretendendo
acabar com a guerra, Emília, por engano, reduz a estatura dos seres
humanos para alguns centímetros, obrigando a humanidade, assim, a criar
uma nova civilização.
As
intenções revolucionárias da boneca, no entanto, tornam-se frustradas
por um plebiscito, que vota pelo restabelecimento da estatura antiga.
Talvez seja interessante o estabelecimento de um paralelo entre o livro
e A Reforma da Natureza (publicado um ano antes de A Chave do Tamanho)
e este: no livro anterior, a repercussão dos atos “revolucionários” no
mundo exterior ao sítio é bem menor, de conseqüências menos - digamos -
vitais. A Chave do Tamanho, assim pode constituir uma espécie de
chegada da ficção de Lobato, que nunca abandona preocupações didáticas.

Seja bem-vindo!!!

Estamos entrando no Sítio do Picapau Amarelo. O "verdadeiro" sítio.

Por que verdadeiro?

Só nós estamos no fundo de um grotão, cercados de montanhas, apontando seus picos para o céu...

Foto da casa

Também só nós temos no fundo do casarão um riacho de águas limpas e transparentes, onde nadam peixinhos de olhos arregalados...

Só nós, temos um pomar com mangueiras e jabuticabeiras centenárias rodeadas por laranjeiras, cabeludinhas, pitangueiras e muito mais...

Temos um casarão digno do “neto” do Visconde com 19 cômodos e mais de 60 portas e janelas. Tudo original.

Tudo igualzinho Monteiro Lobato deixou.

Muitas pessoas que nos visitam, se emocionam por estar no lugar de criação deste grande brasileiro.

Comemoramos aqui, os três primeiros livros editados de Monteiro Lobato.

"Urupês" – uma coletânea de contos.

"O Saci" – o duende nacional.

"O Jeca Tatu" – O livro que norteia o nosso trabalho. Instigamos todos os que nos visitam a ler o Jeca Tatu. Este livro alerta o Brasil para fazer uma reviravolta e mudar para melhor, "MUITO MELHOR"....

Aqui também ele deu o ponta pé inicial para sua obra infantil, quando escreve para Godofredo Rangel e diz que esta pensando em escrever para crianças. Quer escrever livros tão bons "que as crianças possam morar dentro deles".

Além de passar férias no tempo de estudante recebeu a fazenda de 3.000 alqueires em 1911 e mudou-se para cá, com a esposa e dois filhos. Aqui nasceram mais dois filhos.

Morou por sete anos.

Quando vendeu o sítio, comprou a Editora Monteiro Lobato, a primeira do país.

Além da história temos um quintal bem diversificado com galinha, garnisé, pato, ganso, marreco, peru, vaca, cavalo, porco, cachorro, gato e muitos filhotes e muitos passarinhos...

Temos lago para pesca, cachoeira para banho, campo de futebol, piscina natural, etc.

Para brilhar os olhos temos um atelier de artesanato e uma pequena loja de doces e biscoitos artesanais e orgânicos.

Principalmente você vai ser bem recebido, pois a partir da visita vai fazer parte do nosso grupo.

Fim de Jeca Tatu:

"Não queremos mais ser enganados..."